ANOS 90 E 00


  • SAILOR MOON
  • (Bishojo Senshi Sailor Moon. Toei. 46, 43 - R, 37 - S, 41 - SS, 31 - Stars episódios. 1992-1997.) : Baseada no famosíssimo mangá da Nakayoshi de autoria de Naoko Takeushi, a série está esse ano completando o seu décimo aniversário. Amada por muitos, odiada por alguns, certamente não existe fã de anime e mangá no mundo que não tenha ouvido falar das guerreiras da lua. Quem tiver alguma dúvida basta visitar esse site onde diversos manga-kas famosos, ou nem tanto, prestam a sua homenagem às guerreiras da lua.

    Mas o que falar de uma série tão longa e tão conhecida? Serena é uma menina comum, meio burrinha, comilona e fútil, que recebe poderes mágicos de uma gata falante. Usa apetrechos mágicos para se transformas, faz poses e diz frases de efeito quando usa seus poderes e veste um sailor-fuku (uniforme escolar feminino muito comum no Japão) estilizado. Como heroínas solitárias já saíram de moda, as companheiras começam a chegar, cada uma com um planeta do sistema solar a representar: Amy, Sailor Mercury; Rei, Sailor Mars; Lita, Sailor Saturn e Mina, Sailor Venus. Na verdade, a Sailor Venus, ou Sailor V foi a primeira das sailors e foi a partir de seu Amy, Serena, Rei, Lita e Mina de kimono manga que se decidiu expandir o grupo. Além das outras sailors, nossa heroína tem no adorável Tuxedo Mask um fiel ajudante. Claro que ambos, Serena/Sailor Moon e Darien/Tuxedo Mask, tem uma história bem mais complicada do que aparenta ser e no decorrer da série isso fica bem evidente, dizer mais, seria spoiler e basta visitar as centenas de páginas de Sailor Moon pela net para se inteirar da dramática história de amor dos dois.

    No geral a série é engraçada, mas lembra muito os super sentais, tipo Power Rangers. As cópias da primeira série, vindas do México para a finada TV Manchete, não estavam em muito bom estado, fora isso, alguns detalhes da história original haviam sido mudados para torná-la menos "chocante" como, por exemplo, os dois generais inimigos que foram transformados de um casal gay em casal hetero. As demais séries de Sailor Moon já foram transmitidas no Brasil na TV a cabo, sendo que a série R, a de animação mais fraca e história mais fragmentada, começou a ser transmitida na Rede Record mas foi tirada do ar sob alegação de baixa audiência. Na fase S o grupo das sailors se completa com a chegada de Sailor Plutão, Urano, Netuno e Saturno. Aliás, Sailor Urano e Netuno formam outro casal pouco convencional e geraram, também, muita controvérsia, isso sem falar nas Sailors Stars que no anime, são homens que viram mulheres quando se transformam ... Se certos "autoridades" assistissem anime a tesoura poderia ter passado direto ...

    Sailor Moon manga e anime tem uma série de diferenças entre si e, por isso, valeria a pena podermos ver e comparar os dois. A série R, por exemplo, não se enquadra perfeitamente na cronologia do mangá, fora que muitas personagens no decorrer de toda a série de TV tiveram suas características mudadas, por um motivo ou outro. Gostando, ou não, Sailor Moon é um marco em seu gênero, Mahou Shoujo e, por isso mesmo obrigatório. Para a felicidade do público brasileiro, Sailor Moon acabou sendo exibida na íntegra por aqui e sem a censura que sofreu em outros países como França e Itália, por exemplo.


  • GUERREIRAS MÁGICAS DE RAYEARTH
  • (Magic Knight Rayearth. TMS. 49 episódios. 1994.) : Série de tv que tornou o trabalho da CLAMP conhecido no Brasil, estreou de surpresa na programação do SBT com o objetivo primeiro de competir com Sailor Moon. O manga das Guerreiras Mágicas era sucesso na Nakayoshi onde dividia as páginas com Sailor Moon. O estilo eclético da CLAMP rompeu um pouco com a imagem de shoujo que havia no Brasil, pois combinou com maestria uma série de ingredientes como romances, combates, aventura, dramas interiores, e mechas. A série tem duas fases distintas, assim como o manga que lhe deu origem e está sendo publicado no Brasil pela JBC, sendo que a segunda parte é uma esticada meio forçada da história, pois os mangás da CLAMP, salvo raras exceções, são curtos demais para serem diretamente convertidos para a TV. As mudanças feitas foram da criação de novas personagens até mudanças na linha geral da história. No entanto, não houve perda de qualidade e as personagens são tão carismáticas que cada capítulo valia a pena ser assistido.

    As protagonistas são três meninas normais, Annie, Lucy e Marine, de personalidades diferentes e, aparentemente, sem muito em comum. Quando estavam passeando com suas escolas na Torre de Tóquio - ponto turístico sempre presente nas histórias CLAMP - são convocadas pela infeliz princesa Emerolde para serem as guerreiras lendárias que irão salvar o mundo mágico de Zefir. A princesa era prisioneira do sacerdote Zagard que a desejava somente para ele. Para se tornarem guerreiras, as meninas devem superar suas próprias limitações, vencer seus fantasmas interiores e aprender a trabalhar em equipe. E o final da série, a primeira parte, eu digo, é surpreendente ... Um dos melhores que eu já assisti até hoje! Bem, já a continuação, com as constantes mudanças de horário, foi difícil de acompanhar e não teve, na minha opinião, o mesmo impacto da primeira fase. Agora, com o manga sendo publicado, estamos podendo rever a história, comparando com as mudanças efetudas no decorrer da série de TV.


  • SUPER PIG
  • Transformada (Ai to Yuuki no Pig Girl Tonde Buurin. Nippon Animation. 51 episódios. 1994.) :Para muitos, foi a maior surpresa do ano 2000, pois quem esperaria que a poderosa Globo compraria essa "obscura" série que passava na tv à cabo (Para não passar tudo, claro.) para tapar buraco? A série original de mangá de autoria de Ikeda Taeko saia na revista mensal Ciao, dedicada ao mesmo público pré-adolescente que a Nakayoshi e da Ribon, só que especializada em ainda mais kawaii e infantis que suas concorrentes.

    Super Pig é um Mahou Shoujo Super Pigbonitinho que, às vezes, parece satirizar Sailor Moon. Uma menina, Cassie na versão passada aqui e Karin na versão japonesa, é escolhida para se tornar uma porca superpoderosa! Cassie tem que fazer boas ações para ganhar pérolas mágicas mas até que consiga todas muitos obstáculos terão que ser superados por ela. O que parece estranho para nós, a idéia de um porco simpático, tem outros significados na cultura japonesa, basta ver como a figura do porco se faz presente nos animes de Hayao Miyazaki. O legal nessa série é que a personagem tem família, amigos, freqüenta escola e passa por problemas comuns a qualquer adolescente. É isso que torna o anime, na minha opinião, algo muito especial, não somente o shoujo, mas todo o tipo de gênero. Para quem não viu Super Pig digo que não percam a chance se ela aparecer, pois é uma série despretenciosa, engraçada e bem interessante.


  • CARD CAPTOR SAKURA
  • (Card Captor Sakura. Mad House. 70 episódios. 1998.) : Outra série do gurpo CLAMP que foi sucesso na Nakayoshi, CCS estreou primeiro da TV à cabo sendo depois transmitida por completo (Surpreendente!) pela Globo. Quando se soube que iríamos ter Sakura no Brasil, temeu-se muito que viesse a versão americana que mutilou o seriado para fazer com que Sakura, uma menina, não fosse a única protagonista. Afinal, na cabeça dos americanos o público fã de anime era eminentemente masculino e uma história adocicada e protagonizada por uma menina como Sakura não faria sucesso ... Bem, o que não fez sucesso foi a versão mutilada que, nós, brasileiros tivemos o prazer de não assistir. No Brasil, a implicância com Sakura partiu do preconceito dos próprios fãs de anime que nas discussões de internet vaticinavam que Sakura poderia atrair a atenção de pais e autoridades por causa de sua suposta temática homossexual comprometendo o futuro dos animes no Brasil. Bem, a é inegável que a relação de Yukito e Touya ou a fixação de Tomoyo por Sakura poderiam gerar piadinhas típicas do humor brasileiro, entretanto elas são tão sutis que somente pessoas muito encucadas poderiam acusar a série de ser yaoi ou de fazer apologia ao homossexualismo entre as crianças.Elenco feminino na praia

    A história de CCS é bem terna e a animação de altíssimo nível. Sakura é uma menina órfã de mãe que mora com o pai, professor universitário, e Touya seu irmão mais velho. No começo da história está na 4ª série e nutre um amor platônico pelo melhor amigo de seu irmão, Yukito. Sakura tem uma melhor amiga chamada Tomoyo que tem verdadeira fixação por ela, sempre a filmando, fotografando, elogiando, enfim, fazendo o possível e o impossível para agradar e estar sempre perto de sua amiga. Um dia, Sakura encontra um livro no porão de sua casa e, ao abri-lo encontra um baralho de cartas, quando lê o nome da primeira Windy (Ventania) todas as cartas se vão. Aparece Kerberos, o guardião das cartas, chamadas de Clow por causa de seu criador o Mago Clow. Ele diz a Sakura que agora ela seria uma card captor e responsável por capturar todas as cartas perdidas para que o mal não se alastrasse pelo mundo. Esta é a missão de Sakura na primeira parte do série, sendo que depois deverá aprender a ampliar seu poder e controlar as cartas.

    Card Captor Sakura é um anime despretencioso, sem grandes conflitos ou um vilão. Eu realmente não consegui apreciar a série, mesmo tendo simpatizado com as personagens. Assim como em Rayearth a série de mangá foi esticada para favorecer o anime, sendo que para esses foram criados mais cartas Clow e mais personagens. A impressão que ficou é que poderiam ter feito uma história muito mais interessante e consistente com menos episódios, pois existem capítulos em que temos a impressão de que nada está acontecendo. Faz-se necessário não esquecer que o público alvo de Sakura são pré-adolescentes e que a série foi sucesso absoluto onde quer que tenha sido exibida. Além disso, Sakura brinca com alguns clichês de séries Mahou Shoujo com suas roupas cheias de estilo, poses e frases mágicas, gerando sempre boas piadas.


  • CORRECTOR YUI
  • (Korekutaa Yui. Nippon. 52 episódios. 2000.): Criação de Kia Asamiya (Nadesico, Silent Möebius, Steam Detectives), CY émais um Mahou Shoujo que chega às nossas TVs. Corrector Yui é uma produção recente, feita por encomenda, que conta com dois mangás, um do próprio criador e outro correndo em uma revista shoujo desenhado por Keiko Okamoto. O character design do anime tenta s eguir o traço de Asamiya. Corrector Yui ainda é um anime relativamente desconhecido e tido como uma obra menor de Asamiya, ao mesmo tempo que é acusado de ser um plágio de Card Captor Sakura.

    Mas como é a história? Yui Kasuga é uma menina normal que sonha em ser desenhista de mangá ou dubladora, mas num belo dia, é tragada para dentro de um computador. No Cyberespaço recebe de um robozinho a missão de deter programas de computadores malignos e impedir que seu mestre, o terrível, Grosser, de dominar o mundo. Yui tem também que encontrar os outros sete correctos.Ao contrário do universo de Sakura, no de Yui os vilões existem, além disso, ela não é a única corrector mas tem outros companheiros de função.

    Tendo assistido alguns episódios de Corrector Yui recentemente, eu não diria que a série é uma imitação de Card Captor Sakura. Yui, como personagem difere muito de Sakura, sendo por assim dizer, um pouco mais crescidinha que a heroína da CLAMP. As aventuras de Yui também seguem rumos diferentes, daquela doçura e quase marasmo permanente de Sakura. Apesar de não ter nada de excepcional, Corrector Yui é um anime leve e engraçado e se em algum momento faz lembrar Sakura é pelo simples fato de ser um mahou shoujo recorrendo basicamente aos mesmos clichês desse tipo de história direcionada principalmente a pré-adolescentes.


  • SUKEBAN DEKA
  • (Sukeban Deka. Shinji Wada/Hakusensha. 2 OVAs. 1991.) : Sukeban Deka mangaA Locomotion ano passado presenteou os fãs de anime com várias surpresas, bem, entre os animes exibidos estava uma pequena pérola, versão animada de um clássico do shoujo da década de 70. Sukeban Deka, de autoria de Shinji Wada e publicado na Hana to Yume, foi um marco em seu tempo, sendo um dos primeiros shoujos policiais, com altas doses de ação e uma violência crua.O mangá é de 1972 e teve 22 volumes sendo a obra mais conhecida de seu autor, entretanto, só veio a ser animada nos anos 90, assim como outro clássico dos anos 70, Brother, Dear Brother de Ryoko Ikeda. Infelizmente, a história do mangá, que deu origem a três séries live action, foi toda comprimida em 2 OVAs - com roteiro de Takeshi Hirota - o que fez com que muito se perdesse.

    Eis um breve resumo da história: Saki Asamiya é uma delinqüente (sukeban) que está cumprindo pena, quando é escolhida por suas habilidades para se tornar uma agente (deka) disfarçada da polícia - O autor queria uma policial adulta, mas os editores da revista achavam que isso não funcionaria em uma revista para adolescentes. Capa do primeiro OVASe Saki não aceitasse, sua mãe, que estava no corredor da morte, teria sua sentença aplicada com maior rapidez. A moça aceita e retorna à sua antiga escola pra investigar três irmãs capazes dos piores crimes para conseguir atingir seus interesses: poder, dinheiro, e fama. Aliás, uma das irmãs é capaz realmente das piores atrocidades, inclusive contra suas próprias maninhas. A arma de Saki, além de sua inacreditável habilidade com artes marciais, é um inacreditável iô-iô especial da polícia.

    Sukeban Deka é uma dessas histórias que a primeira vista as pessoas não identificam como shoujo, pois a história nada tem a ver com o que tradicionalmente tem chegado no Brasil. Entretanto, lá estão os dramas humanos, a perspectiva feminina mesmo que em um ambiente de violência, e outros traços tão característicos do gênero. O character design, bem década de 70 (Eu adoro mas tem gente que não gosta ... ), a animação abaixo do padrão dos animes atuais e a dublagem deficiente (A Locomotion é péssima nessa área.) também fez com que muitos fãs de anime simplesmente desprezassem o OVA que passou no Brasil, perdendo a oportunidade de conhecerem uma personagem fascinante e que marcou sua época, dentro e fora do gênero shoujo.


  • HAMTARO
  • (Tottoko Hamutaro. SMDE-TV Tokyo. 104 episódios e ainda em produção. 2000.): Baseado no mangá de autoria de Ritsuko Kawaii, Hamutaro mangáHamtaro é uma série shoujo direcionada ao público infantil. No Japão é publicada na revista Shogakou Nihensei (Segundo Anista) e em julho de 2000 se iniciou a série de TV que já conta com mais de 100 episódios e um movie que estreou com grande sucesso em dezembro de 2001 no Japão. Hamtaro detonou no Jaapão a febre dos hamsters como animais de estimação. Como são bichinhos muito bonitinhos e bem pequenos, são ideais para as pequenas casas e apartamentos nipônicos, desde que, é claro, não os deixem reproduzir. Hamtaro chegou ao ocidente através da Cartoon americana, o que foi encarado como uma demonstração de que os executivos da emissora estão se conscientizando de que não somente os garotos curtem anime. Dos EUA a série chegou sem muito alarde ao Brasil, mas talvez a coisa mude se o anime for exibido na TV aberta.

    Hamtaro e sua amiguinha francesa.

    A história do anime é a seguinte: Hamtaro é o hamster de estimação de uma menininha chamada Ryoko (Laura na versão brasileira). O anime acompanha a vida do hamster que apesar de aparentemente comum, leva uma vida de intensas aventuras junto com outros hamsters, os amigos "Ham-Ham", que ele encontra em suas explorações na vizinhança. Claro, que sua dona nem sequer suspeita do que seu bichinho faz enquanto ela não está por perto, e este é um dos pontos mais engraçadinhos da história. Aliás, Hamtaro é exatamente isso, uma série engraçadinha, com personagens fofinhos e um clima bem leve. Algo absolutamente direcionada à crianças e uma clara demonstração, para quem ainda não sabia, de que anime e violência não necessariamente precisam vir no mesmo pacote.Oscar e André, versão Hamtaro.

    ### Ah, eu não podia deixar de comentar!!!! Hamtaro subiu ainda mais em meu conceito esse ano quando descobri que foi feita uma homenagem à Rosa de Versalhes dentro de um dos seus episódios. Para quem não sabe, o mangá da Rosa de Versalhes está comemorando os seus 30 anos e uma série de homenagens estão sendo feitas, assim, Oscar e André apareceram como os veterinários da Bijou em um dos episódios. Não sei se esse capítulo já passou aqui no Brasil mas de qualquer forma fica o registro de que Oscar se fez presente em mais um anime (Outras aparições das quais me recordo agora: Ranma 1/2, Slayers, Lupin III.)!


  • SUPER DOLL LICCA-CHAN
  • (Super Doll Licca-chan. Takara-AEON-GENCO-TV Tokyo. 52 episódios. Outubro, 1998-Setembro, 1999.): Uma das encarnaçãoes da fashion doll japonesa. As bonecas Licca estão para os japoneses assim como as Barbies estão para os americanos. Sendo a fashion doll mais importante do Japão, acho que demorou muito para que saísse um anime centrado nas bonecas produzidas pela Takara. Licca-chan, o anime, é um mahou-shoujo com visual moderno e uma linguagem adequada ao público (infantil) ao qual se destina. Nada dos vôos da CLAMP ou o excesso de açúcar (que eu adoro) de Hamtaro. É simplesmente um anime correto que já deveria estar sendo exibido nas nossas tvs abertas. Mas vamos falar um pouquinho da história ...

    Kayama Licca é uma menina comum e está na 3ª série. Licca e seus bonecos. Ela mora no Japão com a mãe e a avó e é feliz. Num belo dia, quando ia para um passeio da escola, Licca recebe de sua avó um anel mágico. A partir de então, sempre que a menina está em perigo, a boneca Licca aparece para salvá-la, isso porque, Licca é a herdeira do trono da Terra das Bonecas e existem inimigos querendo não só seqüestrá-la mas se apossar da sua boneca "super poderosa". Além da boneca Licca, existem pelo menos mais dois bonecos, a boneca Isumi e o boneco Isamo.

    Eu vi poucos episódios de Licca-chan, até porque, A menina Licca, a dona das bonecas. embora reconheça os méritos do desenho em relação ao seu público (crianças e pré-adolescentes), ele não tem nada que me atraia em especial como aconteceu com a fofíssima série Ojamajo Doremi (Que foi prometida para esse ano mas...) ou mesmo Hamtaro. É uma série correta, como disse antes, com um apelo comercial evidente: vender bonecas Licca. Claro que como essas bonecas não existem aqui no Brasil, essa estratégia se perde totalmente, Licca-chan mangá o que até é uma pena, pois as bonecas da Takara são bem lindinhas. No entanto, é inegável que Licca-chan tem seus méritos, como apresentar a menina vivendo os alegrias e problemas de crianças de sua idade com seus amigos. Fora isso, o visual militar estilizado das bonecas em suas caixas me lembram bastante Utena e a Rosa de Versalhes duas das minhas séries favoritas. Licca-chan também teve seu mangá que foi publicado na revista Nakayoshi por um ano (acredito que em 1998), sendo posteriormente compilado em dois volumes. Bem, se você for grande demais poara curtir Licca-chan, recomende aos seus irmãos menores, sobrinhos ou filhos, porque certamente eles vão gostar.


  • Pet Shop of Horrors
  • (Pet Shop of Horrors. Madhouse/TBS. 4 episódios. 25 min. cada. 03-22/03/1999.) : O andrógino e misterioso Conde D cont D e um dos seus bichinhostem uma loja de animais de estimação (Pet Shop) em Chinatown, Nova York. Sua loja, entretanto, não vende animais comuns, mas bichinhos exóticos e que pedem se tornar perigosos caso os clientes não sigam adequadamente as instruções presentes no contrato de venda. Por causa deste esquema a la Dr. Fausto, muitos clientes desastrados ou desobedientes do Conde D terminam mortos. Seguindo a trilha de mortes estranhas está o policial Leon Orcot que suspeita do Conde, ao mesmo tempo em que fica fascinado por ele.

    Contando com míseros 4 episódios, Pet Shop of Horros é um bom exemplo do shoujo de terror e primeiro do tipo a ser exibido no Brasil. Baseado no mangá Matsuri Akino, renomada autora de shoujos de terror e suspense, Pet Shop of Horrors rendeu 10 volumes de mangá. Com arte requintada e narrativa consistente o mangá supera e muito a série animada que parece muito mais um convite à leitura da obra original. Certamente um dos mangás que eu gostaria de ver no Brasil. Pet Shop of Horrors está sendo exibido atualmente pela Locomotion, que já repetiu várias vezes a série. Infelizmente, não existe sequer boato do seu lançamento em vídeo ou DVD.


    Fonte de consulta: Henshin #21 e #25


    Como tentei demonstrar, dntre as séries que passaram no Brasil, o gênero shoujo é o que menos recebe espaço. Basta lembrar que, por exemplo, o Band Kids, apesar de seu pioneirismo, não passou nenhum anime shoujo e que Sailor Moon R foi retirado, sem maiores explicações, da programação da Record em total desrespeito aos fãs. Além disso, temos poucos lançamentos em vídeo e, mesmo com o sucesso de Card Captor Sakura e Sailor Moon praticamente nenhum produto foi licensiado ao contrário do que acontece com Digimon, Pokemon, Dragon Ball, isso para não falar dos desenhos americanos. Também, entre as séries que são trazidas por nossos fansubers - Que fazem um excelente trabalho, sem dúvida! - elas são minoria ... Quando isso vai mudar, não sei. O chato é que com isso perdemos muita coisa legal ... De Ayashi no Ceres à Hana Yori Dango, de Saint Tail à Brother, Dear Brother!


    Valéria "Utena-sama" - 12/01/2002



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