Chobits
FICHA TÉCNICA
Título Japonês: Chobits.
Publicado Originalmente: Revista semanal Young Magazine (Editora Kodansha), entre 2000 e 2002, contando com 8 volumes encadernados.
Edição Brasileira: Editora JBC, 16 volumes com meio tankoubon cada. RESUMO DA HISTÓRIA
Em um futuro próximo, persocons (personal computers) são o bem de consumo mais desejável. Feitos nas mais variadas formas, são usados para companhia, trabalho e prazer. Cada vez mais, é possível ver, homens ou rapazes acompanhados não por mulheres, mas por persocons obedientes. Hideki Motosuwa, é um rapaz do interior que veio para Tóquio fazer cursinho pre-vestibular e trabalha para se sustentar. Seu maior sonho é ter uma persocon, mas não tem dinheiro para isso. Um dia, voltando do trabalho, ele encontra jogada no lixo. Ela parece morta, ou quebrada, e ao ser ligada só
sabe dizer uma palavra "Chi" que passa a ser o seu nome. Mas Chi tem muitos segredos e parece não pertencer a nenhuma série conhecida de persocons, fora isso, Hideki começa a sentir-se muito preso a sua persocon especial e não quer, de forma nenhuma, que ela fique longe dele.
COMENTÁRIOS:
Chobits foi um mangá que me causou três sensações diferentes: no início, rejeição; posteriormente, fascínio; no final, frustração. Chobits é uma mangá para rapazes e homens jovens (seinen) e começa como uma comédia erótica com tudo o que se possa imaginar de sugestão hentai, inclusive uma heroína que tem o botão de liga-desliga entre as pernas. OK, pensei eu, a história não pode se resumir a isso. A partir daí, a CLAMP começou a desenvolver um argumento que discutia solidão, dificuldade de se relacionar com o mundo ao redor, desejo de amar e ser amad@. A gente acaba se apaixonando por Chi, pelas outras persocons, e passa a ter simpatia até por Hideki. Fora isso o drama da professora do protagonista e seu romance com o melhor amigo de Hideki, são bem interessantes. Só que aí, não sei porque, a história começa a desandar... Personagens desaparecem da história, outras não explicam porque vieram e a história se encaminha para um final previsível e sem sal. Realmente, Chobits merecia mais. Falando um pouquinho do traço CLAMP: Chobits tem uma arte ainda mais leve e limpa do que Sakura, mas em alguns momentos, as personagens em perfil parecem estar abaixo da média do trabalho que as autoras fazem. De resto, o mangá não decepciona. E os comentários são minha opinião, portanto, vá lá e leia por si mesm@.
X
FICHA TÉCNICA
Título Japonês: X.
Publicado Originalmente: Revista Asuka (Editora Kadokawa Shôten), desde 1992 e ainda em curso, contando com mais de 18 volumes encadernados até o momento.
Edição Brasileira: Editora JBC, 18 volumes formato tankoubon. Está interrompido, pois alcançou a edição japonesa. RESUMO DA HISTÓRIA
Debaixo do prédio da Dieta (Parlamento Japonês), vive Hinoto, uma poderosa paranormal que pode ler o futuro através dos sonhos, sendo muito útil aos políticos do país. Mas ela tem um sonho perturbador que mostra que o fim do mundo se aproxima e que uma guerra vai contrapôr as forças da Terra e do Céu. O fator que decidirá o lado vencedor é a escolha de um jovem de 15 anos, Kamui, o escolhido para liderar. Kamui tem muitos poderes e um passado trágico. Depois de seis anos de ausência, ele retorna à Tóquio onde reencontra seus amigos de infância, o sério Fuuma e sua linda (e frágil) irmã Kotori.
Ambos estão muito felizes em vê-lo, mas Kamui sabe que se ficar perto deles, a vida dos amigos corre sério risco.
COMENTÁRIOS:
Aclamado pelos fãs como a obra máxima da CLAMP, X já teve filme e série de tv, mas o final do mangá parece que não sai tão cedo. Sua publicação no Brasil, depois de muitos pedidos dos fãs, não foi grande surpresa, já que a JBC parece ter predileção pela CLAMP e porque o lucro seria certo. De positivo, temos a arte da CLAMP no que considero o seu melhor e a possibilidade de acompanhar as mudanças que o traço de Mokona Apapa vêm sofrendo em mais de dez anos. Quanto à história, bem, deixa muito a desejar. Em alguns momentos a ação parece repetitiva, e sem grande objetivo senão mostrar como Kamui é "cool" (*ou chato ou neurótico ou coitado, sei lá*) e exibir a arte exuberante do mangá. O elenco demora muito a ser apresentado, não dizendo muito a que vieram, sem sequer darem mostra, alguns deles, de porque escolheram um lado ou outro da disputa. Tudo isso ajuda a confundir ainda mais a história. Além disso, e agora não sei se é problema da tradução, a quantidade de diálogos humorísticos - eu diria idiotas - é muito grande e acontecem nos momentos menos esperados. Os últimos volumes, tiveram um rítimo melhor e o Sorata, que para mim era a personagem mais chata, deu uma melhorada, só que, tentar fazer em quatro volumes o que não foi feito nos primeiros quatorze, é dose. Tendo chegado ao volume #18, não espero mais por nenhuma melhora, talvez até seja surpreendida, mas duvido. Aliás, aturei muito menos de Vagabond... se bem que esse mangá não tem o traço da Mokona Apapa do jeito que eu mais gosto. Detalhe importante: o mangá está parado no Japão há mais de dois anos e não existe indício de retorno, apesar da CLAMP ter dito que o final está pronto e foi rejeitado pelos editores da Asuka por ser muito sangüinário. De repente... Outro ponto: X é shoujo e não tem nada que o coloque fora dessa categoria. Ter características shonen-ai é algo tão shoujo quanto ser publicado na Asuka que é uma revista feita para o público feminino que gosta de fantasia. Ou alguém acha que uma revista shonen no Japão iria publicar Witch da Disney?
Webmistress: Valéria "Utena-sama" - 25/04/2004
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