Shoujo Manga no Brasil




O ano de 2001 foi cheio de boas surpresas para os fãs de anime e mangá no Brasil. Coisas que ninguém nunca poderia esperar, realmente aconteceram, como a volta de Sailor Moon e a exibição de Card Captor Sakura na Rede Globo. Mas o presente maior foi, com certeza, o retorno dos mangás, em especial os da JBC, às nossas bancas. Quem seria capaz de imaginar que em um pacote só, iríamos ter Video Girl Ai, Card Captor Sakura, Guerreiras Mágicas e Rurouni Kenshin? E, um pouco mais tarde, a Princesa e o Cavaleiro?! Peach Girl: sucesso da Panini Nem sendo muito otimista! Melhor de tudo é constatar que o pique continuou em 2002 e, finalmente, Fushigi Yuugi chegou por aqui pela Conrad!

Muita gente, eu incluída, achou que era só boato ou fogo de palha, mas os mangás vieram de verdade! E no sentido oriental de leitura, ainda apor cima! Isso irrita algumas pessoas, é verdade, e há controvérsias, mas boa parte dos fãs-consumidores de mangás estão de acordo que isso é uma demonstração de respeito a obra original e não atrapalha ninguém. Legal, também, foi ver os números se sucedendo, perceber que as publicações estavam se firmando e que não havia rumor de cancelamento de nenhuma das séries. Interessante foi que muita gente, pseudo-fãs, é claro, levantou tudo quanto era problema, vários motivos que conduziriam ao cancelamento dos mangás, desde o fato de capa e contra-capa serem iguais, passando pelo sentido oriental de leitura, até o fato de que publicar shoujo no Brasil. Para eles, era perda de tempo, pois as séries não iriam vender se não estivessem em revistas mistas ou ancoradas em animes na tv aberta. Só que, para a nossa alegria, essas pessoas, pelo menos até o momento, estavam erradas!

Sakura, Rayearth, A Princesa e o Cavaleiro e Fushigi Yuugi já terminaram. Isso, claro, sem falar dos vários shonens que são substituídos prontamente. A escolha da JBC de quebrar um tankoubon em duas edições não prejudicou o andamento das séries e os preços cobrados até que não são tão ruins. As capas geralmente se alternam entre originais e criadas para a edição brasileira mas, via de regra, são bem bonitas. Agora, é só ter um pouquinho de paciência para fechar a coleção. A própria editora, entretanto, decidiu inovar (e se arriscar) e está publicando X em volumes do tamanho dos japoneses e com as capas originais. Parece que a coisa deu tão certo que os novos mangás da editora estão saindo neste formato.

E Fushigi Yuugi? O mangá foi prometido pela Animangá, a mesma que trouxe Ranma 1/2, mas eles acabaram não cumprindo a promessa. O que não é de se lamentar, dada a situação da revista de Ranma 1/2 que corre o risco de só encerrar a publicação quando meus bisnetos estiverem comprando. Então foi a Conrad quem acabou pondo fim à novela de Fushigi Yuugi. Lamentável, entretanto, é que com a conclusão de Fushigi Yuugi a editora não tenha nos oferecido nenhum shoujo, é como se nós não interessassêmos como consumidores.

Angel sanctuary está chegando

Mais recentemente, a Panini passou a publicar mangás, entre eles, aquele que considero o melhor shoujo já publicado no Brasil: Peach Girl. No início, houve alguns problemas visíveis (tradução deficiente, adaptação equivocada, edição de texto deixando a desejar) que comprometeram o produto final mas, ao que parece, isso está sendo superado. O único porém, na minha opinião, é o espelhamento do mangá, que parece ser muito menos opção da editora e muito mais resultado do fato da editora receber fotolitos espelhados da matriz na Europa. Com o tempo, afinal, a Panini Italiana está deixando de espelhar seus mangás, e os pedidos dos leitores, as coisas estão mudando do Brasil. Peach Girl continua espelhado, mas Angel Sanctuary, mangá anunciado pela editora já virá em formato original. Nada melhor para apreciar a arte fantástica de Kaori Yuki.

Só lamento a distribuição setorizada, que é de matar, principalmente para aqueles que moraram em lugares considerados não tão lucrativos ou distantes de centros como São Paulo e Rio de Janeiro. São poucos shoujos em comparação com os shonens mas para quem não tinha nada, nem nenhuma perspectiva, já é um começo! Mas precisamos sair desta fase de penúria logo! O primeiro sinal de que as coisas podem mudar para melhor foi o anúncio de que Fruits Basket vai sair pela JBC. Não se enganem, a mobilização dos fãs foi fundamental. É preciso continuar com campanhas para que as editoras percebam o potencial dos shoujo mangás e tragam Karekano, Sailor Moon e tantos outros títulos que desejamos ler em português. Se você é fã de shoujo mangá, não fique parado! Use os fóruns das editoras, faça páginas e abaixo-assinados, mande e-mails para a JBC, a Conrad e a Panini. Enfim, mostre que existe público para o shoujo mangá no Brasil!

Para saber um pouco mais sobre os shoujo mangás publicados no Brasil, clique em um dos links abaixo:



FUSHIGI YUUGI


A PRINCESA E O CAVALEIRO


PEACH GIRL


FRUITS BASKET


MERUPURI


KAREKANO


PARADISE KISS


1945


ANGEL SANCTUARY


COLÉGIO FEMININO BIJINZAKA




VAMPIRE KNIGHT


GRIM'S MANGÁ


KARE FIRST LOVE


SUNADOKEI


GALISM


NANA


ZETTAI KARESHI


TRINITY BLOOD


WANTED


TORAWARE NO MINOUE


PRINCESS PRINCESS


COUNT CAIN &GOD CHILD


GRAVITATION


Livro de Visitas:





Webmistress: Valéria "Utena-sama" - 25/01/2002