O último arco da história, que se prolongou do volume 13 para o 14 até o 21,
teve Arima como centro da trama. Ele
passou
por maus bocados com o retorno da sua mãe biológica que depois de muitos abusos o abandonara. Além disso,
houve o reaparecimento de
seu pai e o esclarecimentos a respeito da sua infância.
O grande problema para mim, foram algumas
escolhas da autora. Por exemplo, a tensão sobre o rapaz foi tão grande que ele foi violento com Miyazawa e a estuprou. Sim, se ela
disse "NÃO", foi estupro e tudo ocorreu dentro da biblioteca da escola.
Por causa disso, a menina ficou grávida. Arima, quando deu por si, tentou se matar e foi parar no hospital, acho
que se Miyazawa não o tivesse perdoado, ele teria morrido de verdade. Foi tudo muito bem construído, mas foi, na minha opinião, desnecessário.
Maculou o amor dos dois.
O resultado foi que Arima decidiu não ser mais médico e virar policial, e Miyazawa, já com o casamento marcado para depois
da formatura, cismou de fazer medicina e seguir a tradição da família do marido. Para mim, mais uma vez, Arima
estava se punindo, ou seja, o cara não resolveu as suas nóias. Agora que tenho o volume 21, sei que ela se formou e até aparece
em uma cena no hospital conversando com Maho, que ou virou médica, ou dentista, como era o seu namorado.
Vejam bem, Karekano teve um penúltimo capítulo com cara de último, foi a típica formatura despedida. Ficou bem legal até,
dadas as circunstâncias. Eu gostei bastane. Só que aí, houve um capítulo final, 16 anos depois. Miyazawa e Arima têm três filhos, a menina mais velha a cara
do pai e, eis o ponto, complicado, apaixonada por Asaba. A autora retomou no fim uma fala do Asaba dizendo que
queria que o Arima fosse uma mulher para poder ficar com ele... Sinceramente? Não precisava disso. Deu um tom meio pedófilo a uma história muito legal,
afinal, Asaba era o "tio" sempre presente e o último capítulo mostra bem isso. Não rola nada, al~em da menina abraçá-lo por trás e se declarar,
então ninguém pense bobagens. Só nã achei que era necessário. Mas agora está feito.