MANGÁS DA CLAMP
O GRUPO
A Clamp é um grupo formado por quatro mulheres (Mokona Apapa, Mick Nekoi, Satsuki Igarashi, Nanase Ohkawa) cujos mangás, nos últimos anos, se tornaram uma febre mundial. Começaram a carreira - na época o grupo era maior - como muitas outras mangá-kas, i.e., produzindo
doujinshi. A entrada no mundo profissional, em 1989, não fez com que a criatividade das autoras diminuísse, mas, sim, que afirmassem seu talento e deixassem sua marca no universo da produção de HQs japonesas. Desde então, sua produção é contínua e, se começou com shoujo mangá, hoje se abre para a produção de séries shonen e seinen. Como CLAMP é sinônimo de sucesso, muitas das obras do grupo são transformadas em anime, o que ajuda a dar maior visibilidade ao trabalho das autoras. A difusão do trabalho das garotas da CLAMP é tão grande que até no Brasil assistimos duas de suas séries: Guerreiras Mágicas de Rayearth e Card Captor Sakura. E o número de fãs por aqui não pára de crescer, e basta entrar nos fóruns das editoras para ver os pedidos para que mais mangás do grupo sejam publicados.
Geralmente, as pessoas associam o estilo gráfico da CLAMP ao traço arrojado, detalhista, quase "Barroco" de Mokona Apapa. (Uso o termo barroco aqui para enfatizar o caráter ultradetalhista e, às vezes, pesado. Nada a ver com possíveis influências do estilo que vai estar presente nas arte e letras no Ocidente nos séculos XVII e XVIII.) As obras desenhadas por ela, especialmente as mais antigas do grupo, são um deleite visual, que consegue colocar todos os sentidos humanos (e muito mais) em uma folha de papel. Nos últimos anos, entretanto, o traço de Mokona Apapa vem se simplificando (para minha tristeza, pois prefiro o anterior) e se tornando mais limpo; fora isso, algumas obras estão sendo desenhadas também por Micky Nekoi que tem um estilo mais simples e bm diferente.
Mesmo com as mudanças, os trabalhos do grupo são inconfundíveis. Além do traço, a CLAMP se distingue por tocar em questões consideradas "delicadas", para alguns, como homossexualismo e pedofilia em seus mangás. Outra característica é a presença de personagens, em geral bishônens, de sexualidade dúbia.
Como, ao que parece, a JBC vai lançar tudo o que for possível da CLAMP no Brasil, decidi fazer uma única seção para todos os mangás do grupo publicados aqui, inclusive o recém terminado Chobits, que não é shoujo. Eu antes tinha realmente a intenção de fazer uma grande seção CLAMP, de falar de dois mangás do grupo que eu realmente queria que saíssem por aqui (Tokyo Babylon e Wish), só que a overdose de CLAMP tem me feito mal. Daí, vou me ater somente ao essencial. Mas os fãs das meninas da CLAMP podem ficar tranqüilos: essa seção deve crescer muito nos próximos anos!
Webmistress: Valéria "Utena-sama" - 24/04/2004
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