Personagens




Luís XVI Luís XVI (23/08/1754-10/05/1793)[*]: Tímido e um tanto desengonçado, sua imagem na Rosa de Versalhes não é das melhores, quando o vê pela primeira vez a jovem Maria Antonieta se sente bem decepcionada. Herdeiro de um reino endividado, atrasado, mas ainda assim considerado o centro mais refinado da Europa, Luís XVI não teve condições de reverter os problemas criados por seus antepassados e agravados no governo de seu avô. Apesar da boa vontade, não conseguiu nem alimentar os famintos, nem por fim aos privilégios e luxos da nobreza. O delfim (título dado ao príncipe herdeiro na França) casou-se em 1770, mas não conseguiu consumar sua união. Cogitou-se que poderia ter um problema físico que atrapalhava seu desempenho sexual, e cogitou-se uma operação (imagine o que seria isso no século XVIII), para que as coisas se normalizaram. O problema, na verdade, era falta de instrução e interesse sexual, uma visita corretiva do Imperador da Áustria, irmão de Antonieta, resolveu o problema, com sete anos de atraso. É uma pena que a "visitinha" não apareça no mangá. Aliás, tal situação explica a falta de herdeiros e parte da insatisfação da jovem Antonieta que encontrava nas futilidades o seu consolo. Assumiu o trono em 10 de maio de 1774, e teve um governo conturbado. Durante seu governo estourou a Revolução que terminou por condená-lo à guilhotina.

Luís XV (15/02/1710-10/05/1774)[*]: Sucedeu seu avô, luís XIV, aos cinco anos de idade. Durante seu reinado, a corte francesa continuou sendo o centro do refinamento na Europa. Ainda antes de ficar viúvo, Luís XV passou a ter amantes oficiais que moravam no palácio real. Esse hábito, aliás, não era estranho à época, e a situação foi ainda mais aceita porque a Rainha Maria Leczsinska, depois de mais de dez gravidezes, passou a recusar o marido. Dentre a sucessão de amantes famosas, as mais conhecidas são Madame de Pompadour, e a última, Madame DuBarry. Constantemente deixava o governo nas mãos de seus secretários, e até sua amante Madame de Pompadour teve voz ativa nos negócios de Estado. Declarou guerra à Inglaterra, interferiu na questão da sucessão austríaca e tendo que lutar dentro e fora da Europa, saiu derrotado (Guerra dos Sete Anos). O resultado foi a perda das possessões na América do Norte e Índia, além do aumento das dívidas. No confronto entre Maria Antonieta e Madame DuBarry colocou-se do lado da amante. Terminou morrendo de varíola e seu maior legado para o neto foi um Estado falido, faminto e à beira do colapso social.

Bernard Bernard Chatelet: Jovem repórter, admirador de Robespierre adepto dos ideais revolucionários. Sua primeira aparição é para ajudar Rosalie, logo depois da morte da mãe da moça. O próprio Bernard é órfão e sua mãe, que era amante de um nobre, se suicidou (jogou-se no Rio Sena junto com o filho) depois que foi abandonada. Bernard vai se dedicar a derrubar a nobreza e a monarquia, e além das suas atividades como jornalista, se torna o Cavaleiro Negro. Oscar vai perseguir o Cavaleiro Negro e "obriga" André, a tomar a identidade do ladrão. Isso atrai o Cavaleiro Negro de verdade, o verdadeiro e o falso se enfrentam, e Bernard acaba provocando o ferimento que causa a cegueira de André. Na fuga, seqüestrar Rosalie. Ao tentar salvá-la, Oscar é capturada e André, ao preço da perda da visão do olho ferido vai em socorro das duas, assumindo de novo a identidade do Cavaleiro Negro. Encurralado, o Cavaleiro acaba sendo ferido à bala por Rosalie e é levado para a casa dos Jarjayes. André aplaca o ódio de Oscar (afinal, André tinha ficado cego!!!!) e Bernard, apesar de não se dobrar, já que odeia a nobreza e tudo o que a ela se relaciona, é perdoado pela protagonista, e ainda se casa com Rosalie. O rapaz volta a aparecer outras vezes na história, seja para ajudar Oscar, seja para selar o trágico destino de Maria Antonieta e sua família. Bernard, assim como Allain e Rosalie, reaparecem em outro mangá de Ryoko Ikeda, Heroica.

Maria Theresa da Áustria (13/05/1717-29/11/1780) [*]: Imperatriz do Sacro Império Romano e mãe de Maria Antonieta. Maria Theresa era a única herdeira ao trono e somente foi coroada mediante uma declaração formal (a Pragmática Sanção) de seu pai, Carlos VI, de que as mulheres poderiam herdar o trono dos Habsburgos. A sucessão feminina não foi bem recebida, principalmente depois que Maria Theresa assumiu o trono em seu nome, declarando seu marido co-regente. Explodiu então a Guerra da Sucessão da Áustria, na qual intervieram França e Inglaterra, com o intuito de enfraquecer o ainda poderoso império dos Habsburgos. A Imperatriz se manteve no trono mas teve que fazer concessões. Maria Theresa foi hábil diplomata e, para consolidar alianças, semeou seus filhos (16 ao todo, sendo que 10 chegaram à idade adulta) pelas cortes da Europa. Foi dessa maneira que sua filha Maria Antonia se tornou Marie Antoinette da França. Maria Theresa dividiu o trono, após a morte do marido, com seu filho mais velho, Joseph. Muito ciosa das questões religiosas, e consciente dos seus deveres como soberana, manteve, até a sua morte, intensa correspondência com sua filha, a Rainha da França. Seus conselhos, entretanto, não surtiram o efeito desejado.



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Webmistress: Valéria "Utena-sama" - 01/12/2003
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