Tokyo Babylon


FICHA TÉCNICA

  • Título Japonês: Tokyo Babylonn .
  • Publicado Originalmente: Revista South (Editora Kodansha/Shinshokan), entre 1991 e 1994, contando com 7 volumes encadernados.
  • Edição Brasileira: Editora JBC, 7 volumes seguindo o formato original.
  • RESUMO DA HISTÓRIA

    Tokyo é uma grande metrópole, uma verdadeira Babilônia, cheia de pessoas frustradas, ansiosas e atormentadas. É nesta cidade que Subaru, um jovem exorcista de 16 anos, usa seus poderes para ajudar as pessoas. Este é o trabalho exercido pela família Sumeragi há 13 gerações e o rapaz é o herdeiro e chefe do clã. Junto com ele mora sua irmã gêmea, Hokuto, que tem poucos poderes comparado ao irmão, mas em compensação tem uma língua ferina e talento para moda. Sempre por perto, gentil e acolhedor, está Seichirou, um veterinário que é um dos Sakurakuzamori, um clã de assassinos. Seichirou não esconde seus sentimentos por Subaru, mas existe algo mais que pode separá-los.

    Seichirou, Subaru e Hokuto

    COMENTÁRIOS:

    Tokyo Babylon era um mangá que me despertava curiosidade faz muito tempo. E, se nada se salvasse na história, pelo menos teria a arte antiga da CLAMP e o visual “Michael Jackson” das roupas para me divertir. É preciso admitir que, às vezes, contento-me com pouco, mas comprei X até o final, por exemplo, muito mais pela arte do que por qualquer outra coisa. Voltando ao mangá foi muito interessante ler uma história da CLAMP ao mesmo tempo sem grandes pretensões e bem executada. Sei que as piadinhas da Hokuto a respeito da relação de seu irmão, Subaru, com Seichirou, podem cansar e são repetitivas mesmo, não há como negar. Só que elas têm tudo a ver com o culto ao romance entre rapazes dentro dos shoujo mangá. É um círculo vicioso: as leitoras gostam, as autoras alimentam, se criam toneladas de fanzines e as vendas continuam. Faz parte do negócio e ponto final! Entendam bem, piadinhas e insinuações não vão fazer com que haja nada pornográfico em TB. Não se trata de forma alguma de um mangá yaoi. Não é uma situação velada como em Card Captor Sakura, claro, há – ou parece que há – o interesse afetivo entre as duas personagens, mas o mangá não se centra nisso, é apenas parte do seu componente cômico e, acredito eu, trágico também. Assim, pelo menos nos dois primeiros volumes lançados até agora, temos alguns casos de exorcismo, já que está é a profissão da protagonista, alguns olhares sobre a cultura japonesa tradicional e moderna, e, como não poderia faltar em um trabalho da CLAMP, temos a Torre do Tóquio. O quadrinho traz, também, alguma crítica social, mas tudo bem leve, e sempre costurado com algum humor, que apesar de machista em alguns momentos, pode ser relevado. TB é, pelo menos em seu primeiro volume, um trabalho simpático e divertido. Não sei se ele segue episódico até o fim, mas, o fato é que uma pessoa poderia ler os casos fora de ordem sem que sua compreensão fosse prejudicada. E qual foi a maior graça de TB para mim? Sinceramente, foi encontrar em um trabalho antigo da CLAMP, aquilo que eu não consigo ver em algumas das coisas mais recentes do grupo. É um mangá simples, direto, que parece não se levar muito a sério. Fácil dizer que é “coisa de principiante”, mas o fato é que este primeiro volume me fez lembrar dos dois únicos mangás da CLAMP que eu tive prazer em ler: Card Captor Sakura e Rayearth.

    EXTRAS:

    Tokyo Babylon teve uma série de OAVS em dois episódios em 1992 e 1994. E eles foram lançados também nos EUA. Agora, com o mangá no Brasil, também poderiam sair por aqui. Voltando ao mangá, ele foi lançado em vários países, como os EUA e a Itália. O lançamento do mangá no Brasil não pode ser considerado uma surpresa, já que a JBC tem o hábito de manter pelo menos um mangá da CLAMP nas bancas e as personagens de Tokyo Babylon, em especial Seichirou e Subaru, são personagens fixas de X.




    Webmistress: Valéria "Utena-sama" - 20/07/2005


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